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“O que diferencia os homens dos meninos é o tamanho do brinquedo”.

A frase, de autor desconhecido, não poderia estar melhor representada neste blog.

Altamir Olivo Júnior é um engenheiro mecânico formado pela Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande/MS, mas é também um apaixonado por aviões.

Para se ter uma ideia de sua paixão por essas máquinas voadoras, o engenheiro está finalizando a construção do seu segundo avião.  E não estamos falando aqui de aeromodelismo, mas de aviões experimentais para até quatro passageiros.

A vontade de pilotar um avião começou aos 4 anos de idade. Segundo sua família, desde criança Altamir foi apaixonado por voar, mas não sabem ao certo o que o motivou.  Aos 12 anos ele negociou e comprou seu primeiro aeromodelo, hobby que o acompanhou por muito tempo.

Nosso engenheiro desde pequeno acompanhou seu pai fazendo as coisas pela casa, inventando, arrumando objetos quebrados e, certamente, esses foram os primeiros passos para Altamir se lançar no movimento maker, muito antes dele se difundir no Brasil.

Entre os anos de 2006 e 2007, Altamir morou em Houston/EUA com uma família norte-americana, quando teve a oportunidade de conviver com a cultura “Do it Yourself” (faça você mesmo). A família o incentivava a fazer pequenos serviços com o intuito de “aprender a fazer”, pois queriam lhe ensinar que deveria saber fazer de tudo um pouco. Por consequência, aproveitava para levantar algum dinheiro.

Ainda durante a faculdade, ele liderou uma equipe que competiu no programa de Aero Design da SAE (Society of Automotive Engineers) projetando um aeromodelo cargueiro. Foi sua chance de utilizar os conhecimentos em construção adquiridos desde criança como aeromodelista , além dos conceitos de engenharia, matemática e física, para praticar a cultura maker e criar seu primeiro avião. Altamir explica que foi quase um ano de dedicação na construção do modelo que, apesar de não sair premiado da competição, se destacava frente aos demais projetos apresentados por suas características construtivas e riqueza de detalhes.

Ao término da faculdade, Altamir se mudou para Ribeirão Preto/SP e iniciou a montagem do seu primeiro avião em escala 1:1. Um modelo experimental de quatro lugares (RV10), montado peça a peça pelo engenheiro e que hoje está no hangar da família em Itapema/SC, onde mora atualmente.

Foram 2 anos e meio de dedicação e mais de 2 mil horas de trabalho para finalizar seu primeiro projeto. Em algumas etapas, contou com a ajuda de amigos.

Altamir diz que deu início ao projeto pensando em ter um avião para depois pilotá-lo, mas que, para chegar ao objetivo, o foco deveria estar na jornada e no processo a ser percorrido.

Para o jovem engenheiro, não existe nada fácil ou difícil. Segundo ele, qualquer pessoa pode fazer algo bem feito, independente da sua complexidade, desde que tenha dedicação, paciência e foco.  “O importante é não esperar recompensas imediatas”, diz ele.

“A sensação de se construir algo é incrível. A de poder usufruir dele é maior ainda. Mas, com certeza, o que mais traz satisfação é a possibilidade de compartilhar com outras pessoas o resultado do seu esforço e ainda influenciar outras pessoas a entrarem nesse processo”, complementa.

Foi com essa dedicação e foco que Altamir completou sua missão. Hoje, Altamir viaja pelo Brasil no avião que construiu  peça a peça, como um Lego gigante e complexo. E nós tivemos a oportunidade e a honra de voar e pôr à prova o resultado do esforço e foco do engenheiro que, com orgulho pilotava sua criação.

Para aqueles que se inspiraram com essa história, assim como nós, o jovem engenheiro, que se denomina um autodidata, diz que acredita em trabalhar para aprender, buscar o crescimento através de conhecimento, e que fazer escolhas e investir o seu tempo em projetos é o caminho ideal para bons profissionais que buscam um diferencial.

O perfil profissional que grandes empresas buscam hoje é de pessoas colaborativas, que tenham, além de um curso superior, habilidades como liderança, criatividade, solução de problemas e a busca constante por conhecimento. Mas também que saibam ouvir pontos de vistas, mesmo que sejam divergentes do seu.

Apesar de não estar mais diretamente envolvido com o mundo acadêmico ou com a SAE, Altamir é procurado por professores e profissionais que pedem auxilio para resolver problemas ou aumentar o entendimento sobre o mundo da aviação.

Inquieto e dedicado, o engenheiro está na fase final de construção do seu 2º avião, ao qual já se dedica há quase um ano.

Difícil imaginar que esse blog não terá continuação…

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